A Biblioteca Pública Vicente Salles foi reaberta ao público na noite desta segunda-feira (28), na Casa das Artes, em Belém, após passar por um processo de reforma, reestruturação e ampliação do acervo. Especializada em artes, a unidade retoma as atividades reforçando o papel como espaço de preservação, pesquisa e difusão cultural no Pará.
Criada em 2015 a partir do acervo do antigo Instituto de Artes do Pará, a biblioteca vem sendo ampliada ao longo dos anos por meio de doações, intercâmbios e aquisições realizadas pela Fundação Cultural do Pará. Atualmente, o espaço reúne mais de três mil itens entre livros, revistas, CDs e fotografias, com ênfase em diferentes linguagens artísticas como cinema, música, teatro e manifestações da cultura popular paraense, a exemplo da marujada, do marambiré e do carimbó.
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O nome do espaço homenageia Vicente Juarimbu Salles (1931–2013), nascido na Vila de Caripi, em Igarapé-Açu, no nordeste do Pará. Historiador, antropólogo e folclorista, ele é reconhecido como um dos principais intelectuais da Amazônia no século XX, com ampla produção dedicada à cultura popular e à formação histórica da região.
Entre as obras mais conhecidas de Vicente Salles, estão “História do Teatro do Pará”, “Vida do Maestro Gama Malcher” e “O Negro no Pará sob o Regime da Escravidão e Santarém: uma oferenda musical”, esta última referência por destacar a importância da presença negra na construção cultural amazônica.
Voltada especialmente para pesquisadores, estudantes e artistas, a biblioteca reúne também coleções de grande relevância, como o acervo do cineasta paraense Maiolino Miranda, bastante consultado pelo público, além do próprio acervo de Vicente Salles, que dá nome ao espaço.
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Aberta ao público em geral, a Biblioteca Vicente Salles tem como proposta catalogar, preservar e democratizar o acesso à produção artística e cultural. O acervo inclui ainda catálogos de exposições, boletins de museus nacionais e internacionais, dossiês de pesquisa, partituras, teses e periódicos, abrangendo temas como patrimônio cultural material e imaterial, história, economia criativa e identidade cultural.
Reaberta, o espaço volta a oferecer serviços de consulta livre, pesquisa, empréstimo de obras e acesso a consulta online, ampliando as possibilidades de uso e alcance do acervo.
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