A sétima arte é mais do que um fenômeno mundial, é também uma forma de culturas serem reconhecidas internacionalmente levando histórias a plateias internacionais.
O 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema, promete movimentar Belém entre os dias 28 de abril e 6 de maio, realizando um feito inédito: levar um recorte significativo da produção audiovisual do Norte do Brasil à tela do 65º FICCI. O Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias é o fórum dedicado à sétima arte mais antigo de toda a América Latina.
Zienhe Castro, idealizadora e diretora geral do evento, participa da programação como convidada especial, apresentando a Mostra Amazônia FiDoc - dedicada a filmes produzidos na chamada Amazônia Legal - em uma espécie de intercâmbio entre as cinematografias do Brasil e da Colômbia. Esta é a 65ª edição do prestigioso festival, que tem como sede a icônica Casa Bolívar, em Cartagena.
“O cinema é um instrumento muito valioso de interlocução entre os países pan-amazônicos e acredito profundamente na sua capacidade de tradução da complexidade desse imenso território. Nos últimos anos, começamos a colher os frutos da democratização do acesso aos recursos públicos para produção cinematográfica nos diversos Brasis e esse é um momento único, muito especial”, comenta Zienhe. “Essa conjuntura se reflete no reconhecimento crescente do cinema amazônico, com produções recentes amplamente premiadas em festivais nacionais e internacionais, como ‘Noites Alienígenas’, de Sérgio de Carvalho; ‘O Barulho da Noite’, de Eva Pereira; e o curta ‘Boiuna’, de Adriana de Faria, entre outras obras que reafirmam a potência criativa da região”.
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Zienhe também participa do encontro “Panamazonia en Foco: Voces, Industria y Territorio”, dentro da programação do Festival.
As três produções participam da mostra especial em solo colombiano, com exibição entre os dias 17 e 18.04. Além delas, “O Homem do Central Hotel”, dirigido pela própria cineasta e prêmio de Melhor Curta-Metragem no Festival de Cinema de Almeirim/ Portugal.
Fundadora da Z Filmes e uma das principais articuladoras do audiovisual no Pará, Zienhe tem papel fundamental na construção de redes, na formação de novos realizadores e na defesa de políticas públicas para o cinema produzido na Amazônia. O Festival Pan-Amazônico de Cinema foi criado em 2009 com a missão de democratizar o acesso à cinematografia amazônica, ampliar a visibilidade das produções realizadas fora dos grandes centros e promover o cinema como ferramenta de impacto social, formação, memória e reflexão crítica.
Em 2026, o evento conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil , com apoio cultural do Governo do Estado do Pará, do Sesc-Pará, do Fórum dos Festivais e da Prefeitura de Belém. A realização e produção é da Z Filmes e Instituto Culta da Amazônia.
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Sobre o festival
O Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc tem a missão de democratizar o acesso à cinematografia amazônica, ampliar a visibilidade das produções realizadas fora dos grandes centros. Da primeira edição até hoje, o Festival ganhou amplitude e relevância - somando quase 60 mil espectadores, 700 filmes entre documentários e ficções, mais de 150 artistas convidados - entre cineastas e teóricos de diversas origens. Nomes como Jean Claude Bernadet, Adrian Cowell, Veronica Córdoba, Nora Izcue, Silvio Darin, Murilo Sales, Marta Rodrigues, Susanna Lira, Maya Da-Rin, Graciela Guarani, Erick Rocha, Sérgio Carvalho, Aurélio Michillis e Davi Kopenawa, entre tantos outros. Foram cerca de 60 oficinas e centenas de sessões educativas e de democratização oferecidas gratuitamente. Em 2026, mais de 90 filmes integram a programação, realizada entre 28 de abril e 6 de maio em Belém, no Pará, e cidades ribeirinhas.
Edição Especial AMAZONIAFIDOC - 65º Festival de Cinema FICCI
- O Homem do Central Hotel, curta-metragem de ficção de 25 minutos dirigido por Zienhe Castro (Brasil - Amazônia - Pará). "O Homem do Hotel Central" é um filme noir ambientado na década de 1950 que conta uma história de paixão, sedução, traição e loucura, com uma estética de iluminação intensa e cores saturadas, em uma abordagem inovadora da linguagem cinematográfica. A trama acompanha Dorotéia, uma jovem reservada de 29 anos noiva de Orlando, um homem rico de 50 anos com moral inflexível. A melhor amiga da noiva, Leonor, de 30 anos, se oferece para ajudar, contatando um vendedor ambulante para trazer o vestido de noiva do Rio de Janeiro. Quando Dorotéia vai ao Hotel Central para experimentá-lo, sua vida toma um rumo inesperado, com consequências dramáticas e morais típicas da época, quando idealizar a liberdade feminina era caro e perigoso. (Melhor Curta-Metragem, Festival de Cinema de Almeirim - Portugal 2019)
- O Barulho da Noite, longa-metragem, 90 minutos, direção de Eva Pereira (Brasil - Amazonas - Tocantins). Maria Luíza é uma menina de sete anos que vive uma vida feliz com sua família. Sua inocência é destruída quando descobre que sua mãe está apaixonada por seu sobrinho, que trabalha como ajudante na fazenda de seu pai. A possibilidade de desintegração de sua família a mergulha em um estado de melancolia e medo, enquanto o intruso se aproxima do núcleo familiar e as estruturas familiares começam a se dissolver. (Selecionado para a competição de longas-metragens do Festival de Cinema de Gramado 2024) Programa 2: Data: 18 de abril Horário: 18h Local: 65ª edição da FICCI - Cartagena - Colômbia
- Boiuna, curta-metragem de ficção, 15 minutos - Direção: Adriana de Faria (Brasil - Pará - Amazônia) Quando uma mãe e sua filha retornam a uma ilha no Pará, forças misteriosas começam a persegui-las. Elas precisarão da força de um gigante para seguir em frente. (Melhor Curta-Metragem, Festival de Cinema de Gramado 2025)
- Noites Alienígenas - Longa-metragem, 120 minutos - Direção: Sérgio de Carvalho (Brasil - Acre - Amazônia) Noites Alienígenas conta a história de Rivelino (Gabriel Knox), Sandra (Gleici Damasceno) e Paulo (Adanilo), três amigos de infância que cresceram nos arredores de Rio Branco, capital do Acre. O trio se reencontra após uma tragédia compartilhada. Tendo como pano de fundo a tragédia, o filme apresenta a periferia urbana da Amazônia, a fronteira entre a cidade e a selva, utilizando elementos de realismo mágico. Aborda os conflitos de uma sociedade em transformação, violentamente impactada pela chegada do crime organizado do sudeste do Brasil. (Melhor Longa-Metragem, Festival de Cinema de Gramado 2023)
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