A dor na panturrilha é uma queixa comum e, na maioria das vezes, está relacionada ao esforço físico, caminhadas prolongadas ou permanência em pé por muito tempo. Em geral, o desconforto melhora com repouso, hidratação e cuidados simples. No entanto, alguns sintomas podem indicar problemas mais graves e exigem atendimento médico imediato.
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A panturrilha é formada por músculos, tendões, vasos sanguíneos e nervos que trabalham constantemente durante atividades como caminhar, correr e subir escadas. A dor pode surgir como sensação de aperto, cansaço, queimação ou pontadas, normalmente piorando durante o movimento e aliviando com o descanso.
Quando a dor exige atenção?
Especialistas alertam que alguns sinais não devem ser ignorados. Entre eles estão inchaço repentino em apenas uma perna, vermelhidão, aumento da temperatura local, dor intensa sem histórico de lesão, veias doloridas ou mudança na cor da pele, que pode ficar pálida, arroxeada ou azulada.
Além disso, sintomas como falta de ar, dor no peito, febre, dormência, fraqueza ou dificuldade para caminhar podem indicar uma emergência médica. Nesses casos, a recomendação é procurar atendimento imediatamente e evitar massagear ou forçar a perna, principalmente se houver suspeita de trombose.
Quais são as causas mais comuns?
Entre as causas mais frequentes da dor na panturrilha estão as cãibras, provocadas por desidratação, esforço excessivo ou fadiga muscular. Distensões musculares também são comuns, especialmente após atividades físicas intensas ou movimentos bruscos, podendo causar dor aguda, sensibilidade e até hematomas.
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Outra condição recorrente é a tendinite do tendão de Aquiles, que provoca dor próxima ao calcanhar e costuma piorar durante corridas ou ao subir escadas. Em casos mais graves, pode ocorrer ruptura do tendão, geralmente acompanhada de um estalo, perda de força e dificuldade para apoiar o pé.
Problemas vasculares também podem causar dor
Nem toda dor na panturrilha tem origem muscular. Problemas de circulação, como varizes e insuficiência venosa, podem provocar sensação de peso e desconforto, principalmente no fim do dia.
Já a trombose venosa profunda é considerada uma das principais emergências relacionadas à região. O problema ocorre quando um coágulo se forma em uma veia profunda da perna, causando dor, inchaço unilateral, calor e alteração da cor da pele. Se não for tratada rapidamente, a trombose pode evoluir para complicações graves, como embolia pulmonar.
Também merecem atenção a doença arterial periférica, que provoca dor ao caminhar e melhora com o repouso, e a síndrome compartimental, caracterizada por dor intensa após traumas ou esforço físico, acompanhada de rigidez e dificuldade de movimentação.
O que fazer em casa?
Quando a dor parece ser apenas muscular e não há sinais de alerta, algumas medidas podem aliviar os sintomas. O recomendado é interromper a atividade física, descansar, aplicar gelo por cerca de 20 minutos, elevar a perna, manter boa hidratação e retornar às atividades de forma gradual.
Se a dor persistir por vários dias, voltar com frequência ou dificultar a caminhada, é importante procurar avaliação médica para identificar a causa.
Quando procurar um especialista?
A investigação pode ser feita inicialmente por um clínico geral ou médico de família. Dependendo da suspeita, o paciente poderá ser encaminhado para um ortopedista, nos casos de lesões musculares e tendíneas, ou para um cirurgião vascular, quando houver suspeita de trombose, varizes importantes ou outros problemas circulatórios.
Adotar hábitos como aquecimento antes dos exercícios, fortalecimento muscular, hidratação adequada, pausas durante viagens longas e acompanhamento médico em pessoas com fatores de risco ajuda a prevenir novas crises e reduz as chances de complicações.
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