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EXONERAÇÃO

Eduardo afirma que 'não entregará cargo de mãos beijadas'

Ex-deputado mora nos EUA e chama decisão de perseguição judicial.

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Imagem ilustrativa da notícia Eduardo afirma que 'não entregará cargo de mãos beijadas' camera O filho do ex-presidente usou as redes sociais para criticar a decisão de voltar ao Brasil. Ele afirmou que não abriu mão dos privilégios parlamentares. | Paola de Orte / Agência Brasil

A Polícia Federal publicou determinação para que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após a cassação de seu mandato parlamentar. O filho do ex-presidente vive nos Estados Unidos desde março de 2025 e declarou que não vai cumprir a ordem.

Eduardo Bolsonaro anunciou que não vai se apresentar para retomar as funções de escrivão na Polícia Federal. A corporação publicou a determinação no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (2), após a perda do mandato parlamentar do ex-deputado.

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O filho do ex-presidente usou as redes sociais para criticar a decisão. Ele afirmou que não abriu mão dos privilégios parlamentares.

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O ex-deputado classificou a medida como mais um episódio de perseguição judicial.

"É óbvio que não tenho condições de voltar ao Brasil agora", declarou em vídeo, citando as cirurgias do pai e o retorno de Jair Bolsonaro à prisão após o último procedimento médico.

Eduardo também questionou as prioridades do serviço público. Ele sugeriu que a atenção deveria se concentrar no combate a traficantes, assassinos e criminosos do colarinho branco.

Ameaças aos benefícios

Segundo o ex-deputado, a real intenção é prejudicá-lo em aspectos fundamentais:

  • Aposentadoria na Polícia Federal;
  • Porte de arma legal;
  • Posse da pistola funcional.

Ele prometeu resistir e lutar para manter esses direitos, classificando os responsáveis pela decisão como "malfeitores".

Perda do mandato parlamentar

Eduardo perdeu o mandato na Câmara dos Deputados por excesso de faltas nas sessões deliberativas. O político acumulou 59 ausências até 18 de dezembro de 2025, número que ultrapassou o limite constitucional permitido.

Durante o período como deputado federal, ele tinha licença para se afastar das funções na PF. Com a cassação, essa licença perdeu validade automaticamente.

Consequências do não comparecimento

A ausência injustificada pode gerar medidas administrativas e disciplinares severas. A legislação permite a demissão de servidores públicos em casos de abandono de cargo.

A Polícia Federal pode instaurar processo administrativo disciplinar caso Eduardo não apresente justificativa legal válida para a ausência.

O ato declaratório, assinado pelo diretor substituto de Gestão de Pessoas Licínio Nunes de Moraes Netto, tem caráter exclusivamente declaratório e visa regularizar a situação funcional do ex-deputado.

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