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FAUNA E FLORA

Cidadão comum pode mapear biodiversidade no Museu Goeldi em Belém

Ação faz parte da programação da Semana Nacional da Biodiversidade.

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Imagem ilustrativa da notícia Cidadão comum pode mapear biodiversidade no Museu Goeldi em Belém camera O formato participativo democratiza a produção do conhecimento científico, ao incluir moradores sem formação acadêmica como colaboradores diretos de projetos de alcance global | Woltaire Masaki / MPEG

A natureza esconde segredos nos cantos mais inesperados das cidades. Por isso, um simples clique no celular pode se tornar uma contribuição valiosa para a ciência mundial.

O Museu Paraense Emílio Goeldi e a Embrapa Amazônia Oriental unem forças e convidam cidadãos comuns para se tornarem colaboradores da ciência. As duas instituições promovem, em conjunto, uma série de atividades da Semana Nacional da Biodiversidade na capital paraense.

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O objetivo central é mostrar que fragmentos urbanos de vegetação abrigam uma riqueza biológica muitas vezes ignorada no cotidiano das cidades.

As ações ocorrem neste final de semana e continuam no domingo (24), a partir das 9h, no Museu Emilio Goeldi.

Aplicativo conecta cidadãos à ciência global

A ferramenta central de todas as atividades é o iNaturalist, disponível gratuitamente para Android e iOS.

Com ele, qualquer participante fotografa um organismo — animal, planta ou fungo — e recebe sugestões automáticas de identificação por inteligência artificial, com base na imagem e na localização geográfica.

Em seguida, o usuário confirma ou ajusta a sugestão. Depois disso, especialistas recebem alertas para revisar cada registro.

Após a validação, os dados são enviados ao Global Biodiversity Information Facility (GBIF), base internacional consultada por cientistas e gestores ambientais em todo o planeta.

Por que a biodiversidade urbana importa?

A fauna, a flora e os fungos presentes em espaços verdes dentro das cidades raramente recebem atenção científica sistemática.

Por isso, os dados coletados durante os mutirões têm valor estratégico para pesquisadores e para políticas públicas de conservação.

Além disso, o formato participativo democratiza a produção do conhecimento científico, ao incluir moradores sem formação acadêmica como colaboradores diretos de projetos de alcance global.

A pesquisadora responsável pela iniciativa é Lis Stegmann, que explica que o foco está no registro detalhado de animais, plantas e fungos. Portanto, a observação atenta revela o quanto um fragmento verde no meio de uma cidade é capaz de abrigar vida.

Lis destaca que um cientista interessado na distribuição de determinada planta na América Latina pode usar esses dados validados por especialistas.

Além disso, ele pode realizar análises e promover avanços do conhecimento com base em informações coletadas pela população.

Por isso, a proposta tem dois objetivos simultâneos: popularizar o uso do iNaturalist no Brasil, ainda mais utilizado nos países do hemisfério norte, e produzir um levantamento robusto da biodiversidade no Campus da Embrapa e no Parque do Museu.

Especialista descobre fauna e desperta vocações

Lis Stegmann é especialista em peixes, mas usa o aplicativo para explorar outros grupos de organismos.

Ela conta que, ao passar por um local e encontrar uma planta curiosa ou um besouro diferente, basta tirar uma foto para ter acesso a um conjunto rico de informações sobre a espécie.

Além disso, a ferramenta mostra a distribuição geográfica do organismo e dados sobre sua história natural. Por isso, Stegmann acredita que o aplicativo pode:

  • Despertar vocações científicas em jovens que se interessam pela natureza;
  • Aproximar a população em geral da biodiversidade presente ao seu redor.

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