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Homem é preso por assediar e ameaçar mulheres no WhatsApp

Suspeito pegava números de telefone em grupos de compra e venda e passava a perseguir e intimidar as vítimas com ameaças de morte.

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Imagem ilustrativa da notícia Homem é preso por assediar e ameaçar mulheres no WhatsApp camera Suspeito pegava números de telefone em grupos de compra e venda e passava a perseguir e intimidar as vítimas com ameaças de morte. | Reprodução

Um homem de 25 anos, identificado como Júnior Francisco Cardoso, foi preso pela Polícia Civil sob a acusação de praticar crimes de importunação sexual, perseguição e ameaça contra diversas mulheres. O caso foi liderado por agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Uruaçu (GO), no interior goiano. A captura do suspeito reforça o combate à violência de gênero no ambiente digital, somando-se a outras atuações rigorosas das forças de segurança em casos de crimes cibernéticos e violência contra a mulher acompanhados no portal.

Números colhidos em grupos de desapego

O esquema utilizado pelo criminoso para escolher e atacar os alvos foi detalhado pelos investigadores da Deam. Júnior Francisco utilizava grupos públicos de compra, venda e desapego no aplicativo WhatsApp com o único objetivo de minerar contatos telefônicos de mulheres da região. Com os números em mãos, o homem iniciava conversas de teor assediador de forma privada na tentativa de forçar uma aproximação íntima.

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Caso as vítimas rejeitassem as investidas, não respondessem ou decidissem restringir o contato, o suspeito mudava drasticamente de comportamento e passava a enviar áudios e mensagens de texto com xingamentos, ofensas de baixo calão e intimidações agressivas, chegando a enviar frases como "Vai me bloquear, desgraçada?".

Ameaças de morte e apelo da polícia

As investigações apontaram que o teor das abordagens evoluiu para ameaças reais de agressão física e morte. Em múltiplos casos catalogados pela polícia, o agressor afirmava falsamente ou por monitoramento que sabia a localização exata das residências e dos postos de trabalho das mulheres, intimidando-as ao dizer que passaria atirando contra as estruturas.

O uso de chats comerciais comuns como ferramenta de rastreio e caça de mulheres acendeu um alerta nas equipes da Delegacia da Mulher de Uruaçu. A Polícia Civil divulgou a identidade e a imagem do suspeito para que eventuais novas vítimas que reconheçam as práticas criminosas ou tenham recebido mensagens de Júnior compareçam à unidade policial para formalizar novas denúncias.

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