Uma ação estratégica das forças de segurança do Pará, deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (24), resultou na morte de Daniel Batista Lemos, conhecido pelos apelidos de "Holandês", "Barruam" e "Islâmico". O suspeito, apontado como uma das principais lideranças da facção Comando Classe A (CCA), foi localizado em Altamira durante o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão preventiva.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, Daniel ocupava um cargo de relevância na cadeia de comando da organização criminosa, sendo o responsável direto por ordenar ataques violentos motivados pela disputa de pontos de tráfico de drogas, especialmente na região de Marabá, no sudeste do estado.
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Resistência e Inteligência
A localização do suspeito foi possível após um intenso trabalho de inteligência policial. Ao ser abordado pelas equipes, Daniel teria oferecido resistência armada, o que deu início a um confronto. No revide, o investigado foi atingido e, apesar do acionamento de socorro, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A operação foi coordenada pela 10ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), com frentes de investigação lideradas pela Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP) do Núcleo São Félix, em Marabá, sob a presidência do delegado Eric de Lima. A ação contou ainda com o suporte da Divisão de Homicídios de Altamira e equipes táticas da Polícia Militar.
Desdobramentos da Operação Ponto Crítico
A investida desta terça-feira é um desdobramento da "Operação Ponto Crítico". No último dia 19 de março, a mesma força-tarefa já havia efetuado a prisão de seis pessoas suspeitas de envolvimento com a rede criminosa. O inquérito busca desarticular toda a estrutura da facção, identificando desde as lideranças estaduais até os responsáveis pela "disciplina" interna do grupo.
O histórico de violência atribuído ao CCA na região é extenso. Em março, vídeos registraram criminosos ostentando submetralhadoras calibre 9 mm em Marabá. Desde o início do ano, diversas intervenções resultaram em prisões e mortes de integrantes da facção que tentavam expandir o domínio territorial no sudeste paraense.
As autoridades reiteram que as investigações prosseguem para localizar e prender outros alvos que permanecem foragidos, visando frear a escalada de homicídios relacionados ao conflito entre grupos rivais.
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