Quase cinco anos após a morte do motorista de aplicativo Manoel Messias Rocha Paixão, a Polícia Civil de Marabá deu um passo decisivo para o encerramento do caso. Em operação realizada na manhã desta terça-feira (6), agentes da Delegacia de Homicídios localizaram o celular da vítima e a provável arma do crime, escondidos na residência da ex-companheira de Manoel, Ana Caroline Policárpio de Souza, no bairro Amapá.
A investigação, que já apontava indícios perturbadores — como pesquisas no histórico de internet da suspeita sobre "como matar alguém sem deixar pistas" e buscas pelo livro "Como matar o seu marido e outras utilidades domésticas" —, ganhou materialidade com o cumprimento do mandado de busca e apreensão.
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Descobertas no local e o "item oculto"
Apesar de uma pequena divergência técnica no numeral do endereço, a investigada autorizou a entrada das equipes da Delegacia de Cidade Nova e UISP São Félix. Durante a vistoria, realizada por policiais femininas para garantir a privacidade da suspeita, os investigadores encontraram itens cruciais:

O celular da vítima: O aparelho, que havia sido levado na noite do crime em 2021, estava oculto em uma sacola de roupas dentro de uma mala, em cima do guarda-roupa.
A arma do crime: Um canivete do tipo "falsa caneta". Segundo testemunhas, o objeto pertencia a Manoel e ficava guardado no porta-luvas de seu carro, tendo desaparecido no dia do homicídio.
Outros itens: Foram apreendidos um cartão do SUS em nome da vítima, um HD externo e o celular da própria investigada para perícia.

Relembre o crime
Manoel Messias Rocha Paixão, de 34 anos, foi assassinado na madrugada de 10 de maio de 2021. Seu corpo foi encontrado por moradores dentro de um Fiat Mobi prata, no bairro Belo Horizonte, com uma perfuração na nuca.
Na época, o crime era tratado como um mistério, já que o motorista foi atacado de forma traiçoeira e não teve chances de defesa.
Os novos elementos, especialmente o rastreio telemático que confirmou a localização do celular roubado, reforçam a tese da polícia contra Ana Caroline, que permanece em liberdade enquanto a investigação avança para a fase final.
O delegado Leandro Benicio, responsável pelo caso, ressaltou que os itens apreendidos são fundamentais para ligar definitivamente a investigada à cena do crime.
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