O estado do Pará registrou 115 focos de calor no mais recente levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde por meio do informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde. O relatório nacional acompanha o avanço das queimadas, os índices de qualidade do ar e a quantidade de pessoas expostas à fumaça tóxica, abrangendo 15 estados brasileiros que somaram, juntos, 1.153 pontos de foco de calor.
Vinculado ao AdaptaSUS (Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas), o monitoramento tem como objetivo subsidiar as redes locais do Sistema Único de Saúde (SUS) e orientar ações preventivas contra os impactos da estiagem, do calor intenso e da baixa umidade.
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A principal preocupação das autoridades sanitárias é a alta concentração do material particulado fino — uma fuligem microscópica presente na fumaça que, por ser 30 vezes mais fina que um fio de cabelo, consegue passar pelos filtros naturais do nariz e ir direto para os pulmões e o sangue, podendo causar inflamações e crises respiratórias graves.
Diante do cenário crítico, o Ministério da Saúde emitiu recomendações para a população das áreas afetadas. A orientação é evitar a exposição direta à fumaça, manter portas e janelas fechadas, suspender atividades físicas ao ar livre em períodos de ar degradado e manter o uso de máscaras de alta proteção (como as do tipo N95 ou PFF2) em casos de deslocamento inevitável. Os cuidados devem ser redobrados com crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e pessoas com histórico de doenças cardíacas ou respiratórias.
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