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Vendas de carros chineses aumenta no mundo todo, menos na China

Mercado interno saturado e guerra de preços forçam BYD, Geely e Chery a buscarem receitas em países como Brasil e Reino Unido

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Imagem ilustrativa da notícia Vendas de carros chineses aumenta no mundo todo, menos na China camera Veículos elétricos e híbridos chineses aguardam embarque em pátio portuário na China; ritmo das exportações cresceu 88% em julho em relação ao ano anterior. | Reprodução

A indústria automotiva chinesa vive um momento de forte contraste em seu desempenho global. Enquanto as montadoras do país ganham terreno rapidamente da Europa ao Sudeste Asiático, exercendo expressiva pressão sobre gigantes tradicionais como Toyota e Volkswagen, o consumo em seu próprio território dá sinais contínuos de desaceleração.

A retração no mercado interno é impulsionada pela combinação de uma demanda do consumidor enfraquecida e por anos de uma feroz guerra de preços. Essa disputa prolongada deixou o maior mercado automotivo do planeta saturado e com elevado excesso de capacidade produtiva.

Em julho, as vendas de carros de passeio no país asiático caíram 20% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, somando 1,47 milhão de unidades. Trata-se do décimo mês seguido de queda nas vendas domésticas, conforme levantamento da Associação Chinesa de Veículos de Passageiros.

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Em direção oposta, as exportações de automóveis fabricados na China registraram um salto expressivo de 88% no mesmo período, atingindo 923 mil veículos enviados ao exterior. Dentro desse movimento de forte expansão global, o Brasil e o Reino Unido despontaram como os principais mercados individuais para as fabricantes chinesas fora de seu país de origem.

Para grandes conglomerados como BYD, Geely e Chery, a busca pelo consumidor internacional deixou de ser meramente uma ambição corporativa de longo prazo para se transformar em uma necessidade econômica incontornável.

Segundo analistas do setor, as empresas chinesas contam com cadeias de suprimentos altamente integradas, custos de produção competitivos e um avanço acelerado no desenvolvimento de veículos elétricos, baterias de ponta, softwares e recursos tecnológicos inteligentes.

Essa ofensiva no mercado externo acende o sinal de alerta para as fabricantes europeias e japonesas, que enfrentam dificuldade crescente para rivalizar com o ritmo de inovação e os preços agressivos das rivais asiáticas. Diante de uma capacidade fabril que supera a demanda local, a tendência é que as marcas chinesas intensifiquem ainda mais a sua presença em diferentes continentes, consolidando uma transformação profunda na estrutura do setor automotivo mundial.

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