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COMPORTAMENTO

Como o hálito matinal ajuda a explicar o sucesso do sexo ao acordar

Discussão nas redes sociais e análises psicológicas apontam que o estado de vulnerabilidade e o cheiro natural reforçam a intimidade e a excitação do casal.

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Imagem ilustrativa da notícia Como o hálito matinal ajuda a explicar o sucesso do sexo ao acordar camera Discussão nas redes sociais e análises psicológicas apontam que o estado de vulnerabilidade e o cheiro natural reforçam a intimidade e a excitação do casal. | Reprodução

O hábito de praticar sexo logo nas primeiras horas do dia é elogiado por muitos como uma forma de iniciar a rotina com mais energia e leveza. No entanto, um debate recente nas plataformas digitais trouxe à tona um fator inesperado que contribui para o sucesso desse momento: o hálito matinal. O que para alguns pode parecer um incômodo, para outros funciona como um forte catalisador de intimidade.

A discussão ganhou tração após o tiktoker Jay Guapeo defender o tema no podcast Subway Takes. Segundo ele, o grande atrativo do sexo ao acordar está na ausência da obrigação de parecer perfeitamente arrumado ou apresentável. No fórum Reddit, diversos usuários endossaram a perspectiva, afirmando que são justamente as pequenas imperfeições e o despojamento do despertar que impulsionam o desejo.

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A explicação psicológica e sensorial

Embora a preferência pareça puramente comportamental, existem dinâmicas sensoriais e emocionais subjacentes que justificam essa atração, conforme explicam especialistas da área de saúde mental:

• Estímulo químico e conexão: Em análises sobre o comportamento de casais, psicoterapeutas apontam que o olfato, combinado à proximidade física e ao tato, atua diretamente na ampliação do desejo. O odor natural do parceiro pela manhã, embora não seja classificado estritamente como um feromônio, gera respostas químicas associadas à conexão afetiva.

• Espaço de segurança: Estar despido das convenções sociais estéticas cria um ambiente de alta vulnerabilidade. Permitir que o outro compartilhe esse estado natural sinaliza confiança mútua e exclusividade, reforçando o vínculo entre os parceiros.

Adaptação do cérebro

Do ponto de vista neurológico, o cérebro passa por um processo de adaptação e habituação. Da mesma maneira que o indivíduo se acostuma com os próprios odores corporais, a convivência prolongada faz com que o sistema nervoso passe a associar o cheiro característico do parceiro a sentimentos de familiaridade e conforto, em vez de repulsa.

Para os casais que apreciam a dinâmica, mas ainda se sentem desconfortáveis com o fator olfativo, especialistas lembram que o uso de pastilhas de menta na cabeceira ou uma rápida higienização bucal resolvem a barreira sem que se perca o clima de espontaneidade do momento.

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