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VIGILÂNCIA SANITÁRIA

EUA investigam surto de salmonella ligado a aves domésticas

Autoridades de saúde norte-americanas alertam para o aumento de infecções causadas pelo contato direto com galinhas e patos criados em quintais

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Imagem ilustrativa da notícia EUA investigam surto de salmonella ligado a aves domésticas camera Pesquisadores analisam amostras em laboratório para identificar cepas da bactéria salmonella resistentes a medicamentos tradicionais. | Roger Harris/Science Photo Library/Getty Images

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos emitiu um alerta epidemiológico urgente após a detecção de um surto de salmonella que já atingiu pelo menos 34 pessoas em 13 estados diferentes. A investigação aponta que a principal fonte de contaminação é o contato próximo com aves de quintal, como galinhas, patos, gansos e perus, uma prática que cresceu em popularidade nos últimos anos em áreas suburbanas e rurais.

De acordo com o relatório oficial, os casos foram registrados entre o final de fevereiro e março deste ano. A gravidade do surto preocupa os especialistas: das 34 pessoas infectadas, 13 precisaram de hospitalização imediata devido a complicações gástricas severas.

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O perfil dos pacientes é variado, com idades que variam de 1 a 78 anos, mas há um dado alarmante: mais de 40% dos casos ocorreram em crianças com menos de cinco anos, grupo que possui o sistema imunológico mais vulnerável e maior proximidade física com os animais.

A investigação epidemiológica revelou que quase 80% dos doentes tiveram contato direto com aves de estimação ou de produção doméstica antes de apresentarem os sintomas. Entre aqueles que mantinham essas aves em casa, a grande maioria havia adquirido os animais recentemente, a partir de janeiro, em lojas de produtos agropecuários ou fornecedores locais.

O CDC ressalta que as aves podem carregar a bactéria salmonella no trato digestivo e nas penas mesmo quando aparentam estar perfeitamente saudáveis e limpas.

Um dos pontos mais críticos levantados pelos testes laboratoriais é a detecção de cepas da bactéria com resistência a antibióticos comuns. A resistência antimicrobiana dificulta o tratamento clínico, exigindo medicamentos mais fortes e aumentando o tempo de internação e o risco de sequelas ou morte.

Este não é um evento isolado. No ano de 2025, um surto semelhante infectou mais de 500 pessoas em quase todos os estados americanos. Para conter a propagação atual, o governo recomenda medidas rigorosas de higiene: lavar as mãos imediatamente após tocar nos animais ou em equipamentos do galinheiro, não permitir que crianças pequenas manipulem as aves sem supervisão e, crucialmente, evitar beijar ou abraçar os animais, impedindo que a bactéria entre em contato direto com a boca e o rosto.

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