O que parecia ser apenas o cansaço residual de uma infecção pulmonar transformou-se em uma luta pela vida para o jovem Franki Purdy, de 11 anos. Em março de 2024, no Reino Unido, o garoto sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e entrou em coma após contrair meningite meningocócica, uma inflamação bacteriana grave que afeta as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
Os primeiros sinais, como perda de apetite e fadiga extrema, foram inicialmente subestimados pela família, que acreditava tratar-se de uma recaída de um quadro clínico anterior. No entanto, a piora foi súbita.
Após uma noite de febre alta e dores no corpo, Franki foi encontrado pela mãe, Martine Purdy, emitindo sons incompreensíveis e em uma posição corporal atípica, sinais de que havia sofrido convulsões e um AVC enquanto dormia.
Veja também:
- Suspeita de matar empresário em Tucumã se apresenta em Marabá
- Confira 4 motivos que levam Hospital do PA a ter 96% de aprovação
- Marabá terá dois grandes desligamentos de energia neste domingo
O perigo da evolução silenciosa
O caso de Franki ilustra um dos maiores desafios médicos da meningite: a semelhança dos sintomas iniciais com viroses comuns. Segundo especialistas, a rapidez da doença é o fator mais crítico. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que a letalidade da doença gira entre 20% e 24%, e cerca de 20% dos sobreviventes carregam sequelas permanentes, como comprometimento neurológico ou perda auditiva.

"Os primeiros sintomas, como febre e dor de cabeça, são facilmente confundidos com gripe. Mas a evolução é rápida", alerta a imunologista Ana Medina, gerente médica da GSK. Ela reforça que sinais como rigidez na nuca, sensibilidade à luz e manchas roxas na pele indicam que o quadro já está avançado e requer socorro imediato.
Recuperação e superação
Após 30 dias de internação — metade deles em coma — e o colapso de um dos pulmões, Franki recebeu a alcunha de "menino milagroso" pela equipe médica. Hoje, ele enfrenta meses de fisioterapia para retomar a autonomia. Embora ainda precise de auxílio para tarefas básicas e lide com sequelas na audição e memória, o jovem já retornou à escola.

A trajetória de superação inspirou Martine a escrever um livro sobre a resiliência do filho durante o período hospitalar. O caso serve como um lembrete vital para pais e responsáveis sobre a importância da vacinação (disponível no calendário oficial brasileiro) e da vigilância rigorosa diante de sintomas persistentes em crianças.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar