Aquele brilho especial nos olhos dos cães quando os donos chegam em casa não é apenas impressão: é ciência. Um estudo conduzido pela Universidade de Azabu, no Japão, comprovou que os caninos liberam lágrimas associadas a sentimentos positivos, uma resposta fisiológica ligada à liberação de ocitocina, o chamado "hormônio do amor".
A descoberta quebra o paradigma de que a produção de lágrimas por causas emocionais seria uma exclusividade humana.
A investigação começou após um pesquisador observar que sua cadela ficava com os olhos marejados enquanto amamentava os filhotes. A partir dessa evidência, a equipe japonesa testou a hipótese de que a ocitocina estimula a secreção lacrimal em momentos de forte vínculo afetivo.
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Ao aplicarem o hormônio diretamente nos olhos dos animais, os cientistas notaram um aumento imediato na umidade ocular, sugerindo que o cérebro do animal processa o reencontro como um evento de alta carga emocional.
O papel da evolução no "olhar de pidão"
Os dados coletados apontam que essa característica pode ser um subproduto de milênios de domesticação. Cães que desenvolveram olhares mais expressivos e marejados teriam tido uma vantagem evolutiva, pois essa característica ativa áreas do cérebro humano ligadas ao comportamento parental e ao instinto de cuidado.
A pesquisa também destacou que essa reação é seletiva. Os testes compararam o comportamento dos animais em diferentes cenários, revelando que a resposta emocional é direcionada especificamente àqueles com quem possuem vínculo:
Diferente dos humanos, os cães não apresentam o choro acompanhado de soluços, mas o aumento da umidade nos olhos serve como uma ferramenta de comunicação visual poderosa.
Segundo os pesquisadores, o olhar "brilhante" torna o animal mais atraente e desperta empatia imediata no tutor, reforçando a ideia de que a conexão entre as espécies evoluiu para algo muito além da simples sobrevivência mútua, consolidando-se em uma base química e sentimental profunda.
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