Na tarde desta quarta-feira (12), um eclipse solar total mobilizou observadores no Hemisfério Norte. O fenômeno, no qual a Lua passa entre a Terra e o Sol ocultando a luz solar, fez o dia parecer noite em locais como Islândia e Espanha, além de ser parcialmente visível em outros países europeus e regiões adjacentes. O próximo eclipse solar visível no Brasil será um eclipse anular (o famoso "Anel de Fogo") em 6 de fevereiro de 2027. O próximo eclipse solar total no país só ocorrerá em 12 de agosto de 2045.
No entanto, os entusiastas do país não precisarão esperar tanto para contemplar um espetáculo celeste. Na madrugada do dia 27 para 28 de agosto, o Brasil inteiro poderá acompanhar um eclipse lunar.
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Segundo dados científicos, o evento começará às 23h30 do dia 27 e se estenderá até a 1h do dia 28. O alinhamento projetará a sombra da Terra sobre o satélite, permitindo que até 95% da superfície lunar adquira um tom avermelhado. O fenômeno também será visível na África e em partes da Europa.
As explicações científicas sobre a dinâmica dos eclipses fundamentam-se no comportamento da iluminação solar sobre a Terra, que gera dois tipos de sombra: a umbra (região mais escura) e a penumbra (sombra mais branda). O fenômeno lunar ocorre exclusivamente durante a fase de Lua Cheia e pode se classificar como total, parcial ou penumbral.
PARCIAL
Segundo a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional — instituição de referência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação —, o evento visível no país será do tipo parcial. "A Lua não vai entrar totalmente na umbra, ela quase vai entrar. Vai funcionar como se fosse um eclipse total porque ela vai começar a ficar vermelha, e essa vermelhidão é o reflexo da luz do Sol batendo na atmosfera da Terra", explicou a especialista à Agência Brasil.

A autoridade científica reforça que, ao contrário dos eclipses solares, a observação do eclipse lunar é totalmente segura e não exige óculos especiais ou equipamentos técnicos. A recomendação do Observatório Nacional é buscar locais abertos, com boa visibilidade para o céu e pouca iluminação artificial. Para quem preferir acompanhar via internet, o órgão transmitirá o evento gratuitamente em seu canal oficial no YouTube.
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