O segundo dia de julgamento do caso Henry Borel foi retomado nesta terça-feira (26), no Rio de Janeiro, com o depoimento do delegado Edson Henrique Damasceno. Considerado uma peça-chave para a acusação, Damasceno foi o responsável por chefiar as investigações sobre a morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021.
A expectativa do Ministério Público é conseguir a condenação do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho (padrasto da criança e acusado pelas agressões fatais), e de Monique Medeiros (mãe de Henry, que responde por homicídio por omissão). O júri popular deve se estender ao longo de toda a semana.
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Primeiro dia travado por requerimentos e ameaças
O andamento do caso na segunda-feira (25) ficou completamente travado devido a estratégias da defesa de Jairinho para adiar a sessão. Diante do impasse, nenhum dos quatro depoimentos previstos para o primeiro dia pôde ser realizado, sendo todos transferidos para esta terça-feira.
O início dos trabalhos foi marcado por duas principais frentes de atraso:
• Mais de 20 pedidos negados: Os advogados de Jairinho gastaram mais de uma hora e meia lendo requerimentos que alegavam supostas nulidades no processo. Todos foram rejeitados pela juíza Elizabeth Machado Louro.
• Ameaça de dispensa da defesa: Logo pela manhã de segunda-feira, Jairinho ameaçou destituir seus próprios advogados, alegando que queria ser representado por um defensor que está internado. A estratégia foi contida após a juíza advertir que novas tentativas de adiamento intencional resultariam na transferência do ex-vereador para um presídio de segurança máxima com regras bem mais rígidas.
Próximos depoimentos do dia
Além do delegado Edson Henrique Damasceno, o Tribunal do Júri ouvirá ainda hoje outras três testemunhas técnicas fundamentais que tiveram seus depoimentos adiados no dia anterior:
1. Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas: Delegada que também atuou diretamente na condução do inquérito policial;
2. Luiz Airton Saavedra de Paiva: Médico-legista responsável pelo laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou lesões internas severas na criança compatíveis com agressão física;
3. Luiz Carlos Leal Prestes: Perito criminal do caso.
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