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INVESTIGAÇÃO

Falsa milionária que enganou evangélicos é alvo de operação

Suspeita ostentava vida de luxo e prometia retornos surreais para convencer evangélicos a investir economias em títulos inexistentes

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Imagem ilustrativa da notícia Falsa milionária que enganou evangélicos é alvo de operação camera Documentos falsificados e extratos bancários com valores fictícios eram utilizados para convencer os fiéis da legalidade das operações. | Imagem gerada com IA/Gemini

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desvendou os detalhes da atuação de uma mulher que se passava por herdeira bilionária para aplicar golpes em dezenas de fiéis de igrejas evangélicas. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), revela um esquema sofisticado de engenharia social que utilizava a fé e a promessa de prosperidade financeira para subtrair economias de vítimas que buscavam uma "bênção" econômica.

A suspeita, que integrava o núcleo de uma organização criminosa maior, utilizava as redes sociais para projetar uma imagem de sucesso e riqueza inalcançável. Com fotos em locais luxuosos e discursos carregados de jargões religiosos, ela convencia as vítimas de que possuía acesso a títulos financeiros internacionais de valores astronômicos.

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Em alguns casos, a promessa de retorno chegava a cifras surreais, baseadas em teorias conspiratórias financeiras conhecidas como "Nesara Gesara" (veja abaixo).

Mecanismo do Golpe

A abordagem ocorria tanto em grupos de mensagens quanto no ambiente das congregações. Aproveitando-se da confiança depositada em lideranças religiosas, a golpista vendia "cotas" de participação em fundos que nunca existiram.

As vítimas, acreditando estarem diante de uma oportunidade divina, chegavam a vender imóveis e veículos para aportar valores no esquema.

Nas redes sociais, a suspeita compartilhava uma rotina de viagens e ostentação para validar a imagem de herdeira bilionária perante as vítimas.
📷 Nas redes sociais, a suspeita compartilhava uma rotina de viagens e ostentação para validar a imagem de herdeira bilionária perante as vítimas. |Reprodução

A organização criminosa da qual ela fazia parte é investigada por movimentar cerca de R$ 156 milhões nos últimos anos. Para dar credibilidade ao golpe, o grupo utilizava documentos forjados que simulavam saldos bancários de bilhões de reais e contratos com selos de autenticidade falsificados. A falsa milionária funcionava como a "vitrine" do negócio, personificando o sucesso que prometia aos outros.

Desfecho Judicial

Com o avanço da Operação Falso Profeta, os bens da investigada foram bloqueados e sua rede de influência desmantelada. A polícia reforça o alerta para que cidadãos desconfiem de promessas de lucros exorbitantes e rápidos, especialmente quando vinculadas a depósitos em contas de pessoas físicas ou empresas de fachada. O inquérito agora busca identificar novos integrantes e recuperar parte do patrimônio das vítimas lesadas.

Nesara Gesara, o que é

As teorias conhecidas como NESARA (National Economic Security and Recovery Act) e GESARA (Global Economic Security and Recovery Act) formam um dos pilares mais complexos das teorias conspiratórias financeiras modernas. Elas misturam conceitos de reforma econômica real com promessas utópicas de riqueza instantânea.

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