O consumidor brasileiro que mantém a tradição de substituir a carne vermelha pelo pescado durante a Quaresma deve preparar o bolso. Pesquisas de mercado e levantamentos do Dieese apontam uma tendência de alta generalizada nos preços dos peixes em todo o Brasil, movimento que deve se intensificar até a Semana Santa.
No Pará, um dos maiores polos produtores e exportadores do país, a subida já é sentida com força. O filhote lidera as altas, com um salto de 18,07% no último mês, chegando a custar quase R$ 40,00 o quilo. Mas o fenômeno é nacional: espécies como a corvina (+13,28%) e o bagre (+12,62%) também acompanham a curva de encarecimento em diversas regiões.
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Por que o preço sobe em todo o Brasil?
A carestia do pescado responde a uma combinação de fatores que afetam o mercado nacional. O período de defeso de diversas espécies reduz a oferta de peixe fresco, enquanto o Brasil mantém um ritmo acelerado de exportações, o que gera uma concorrência agressiva entre o mercado interno e externo.
Além disso, fatores climáticos e o aumento nos custos logísticos e de combustíveis impactam o frete, valor que acaba sendo repassado integralmente ao consumidor final nas gôndolas e feiras.
Dicas para o consumidor
Especialistas recomendam cautela e pesquisa. Enquanto os peixes mais procurados sobem, algumas opções registraram quedas recentes e podem ser alternativas viáveis, como a piramutaba (-13,56%) e o cação (-7,68%).
A orientação para quem não abre mão da tradição é antecipar as compras ou buscar espécies sazonais menos disputadas para evitar os picos de preço previstos para o final de março.
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