Muito além de um incômodo estético, o aparecimento de fissuras e rachaduras nos pés pode ser um alerta do corpo para problemas de saúde mais profundos. De acordo com a dermatologista Joana Petito Magnavita, quando as rachaduras são frequentes, profundas e não apresentam melhora com hidratação convencional, é fundamental buscar uma avaliação médica.
Entre as causas dermatológicas mais comuns estão a dermatite atópica, dermatite de contato, psoríase palmoplantar, queratodermias e infecções fúngicas como a tinea pedis hiperqueratósica. No entanto, o sintoma também pode indicar condições sistêmicas, como diabetes, hipotireoidismo e quadros de xerose (ressecamento severo da pele).
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Por que as rachaduras aparecem?
As fissuras ocorrem devido à perda de água e lipídios da pele, o que reduz sua elasticidade natural. Esse ressecamento, combinado com o aumento da espessura da camada externa da pele (camada córnea) e a pressão mecânica diária exercida sobre os calcanhares ao andar ou permanecer em pé, faz com que a região se rompa com facilidade.
Cuidados e ativos recomendados
O tratamento tem como foco restaurar a barreira cutânea, reter a umidade e reduzir o excesso de queratina. A indicação é realizar a hidratação diariamente, logo após o banho.
• Ativos indicados: A ureia é um dos ingredientes mais recomendados por sua ação hidratante e queratolítica (esfoliante). Outros componentes eficazes incluem glicerina, ceramidas, ácido lático ou lactato de amônio e agentes oclusivos como o petrolato.
• Atenção às feridas: Produtos com altas concentrações de ureia ou ácidos não devem ser aplicados sobre fissuras abertas, sangrantes ou inflamadas, pois podem causar forte irritação.
Erros comuns e grupos de risco
Um dos maiores erros cometidos no cuidado com os pés é o uso excessivo de lixas, pedras abrasivas ou lâminas para raspar a pele endurecida. A remoção agressiva compromete ainda mais a barreira de proteção da pele, provocando microtraumas, sangramentos e aumentando o risco de infecções secundárias por bactérias ou fungos.
A atenção deve ser ainda maior em pacientes diagnosticados com diabetes, neuropatia periférica ou problemas vasculares. Nesses indivíduos, pequenas fissuras podem se transformar em portas de entrada para infecções graves e complicações de difícil cicatrização.
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