plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 33°
cotação atual R$


home
EVOLUÇÃO NA CIÊNCIA

Conferência no Rio revela dois novos casos de remissão do HIV

Pacientes apresentaram remissão após transplante de células-tronco e estão há mais de um ano sem medicação.

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Conferência no Rio revela dois novos casos de remissão do HIV camera Pacientes apresentaram remissão após transplante de células-tronco e estão há mais de um ano sem medicação. | Reprodução

Dois novos casos de potencial cura da infecção pelo vírus HIV foram apresentados durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro. Com os novos relatos científicos, sobe para 13 o número de pacientes no mundo que alcançaram a remissão prolongada do vírus após passarem por intervenções médicas complexas.

Os dois indivíduos haviam sido submetidos a transplantes de células-tronco como parte do tratamento contra doenças graves no sangue, como a leucemia. Ambas as intervenções utilizaram doadores que carregavam uma mutação genética rara chamada CCR5-delta32, alteração que impede a entrada do HIV nas células de defesa do organismo.

Veja também

Um dos casos envolve um jovem de 21 anos, identificado como "Paciente do Kansas", que interrompeu o uso dos remédios antirretrovirais em fevereiro de 2025. Após 14 meses de acompanhamento contínuo, as análises clínicas não detectaram a presença do vírus em seu sangue nem células capazes de reativar a infecção. O segundo paciente permaneceu sob observação por quatro anos após o procedimento antes de suspender a medicação, mantendo a carga viral indetectável há mais de um ano.

MPROCEDIMENTO DE ALTO RISCO NÃO É TRATAMENTO PADRÃO

Apesar do avanço científico, a comunidade médica reforça que o transplante de medula óssea não representa uma alternativa de tratamento em massa para controlar o HIV. O procedimento envolve riscos elevados à vida, sendo indicado exclusivamente para pacientes com neoplasias hematológicas graves ou doenças falciformes avançadas.

Além disso, os especialistas mantêm cautela ao utilizar o termo "cura", preferindo classificar os quadros como remissão de longo prazo. O vírus possui a capacidade de se abrigar em reservatórios latentes do organismo, como no tecido intestinal e no sistema nervoso, exigindo monitoramento laboratorial rigoroso por vários anos.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias

    Leia mais notícias de Notícias. Clique aqui!