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SAÚDE

Gordura no fígado avança entre jovens e acende alerta na medicina

Gastroenterologista Maria Júlia Colossi aponta ultraprocessados e sedentarismo como os maiores vilões para o aumento da esteatose hepática de 18 a 29 anos.

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Imagem ilustrativa da notícia Gordura no fígado avança entre jovens e acende alerta na medicina camera Gastroenterologista Maria Júlia Colossi aponta ultraprocessados e sedentarismo como os maiores vilões para o aumento da esteatose hepática de 18 a 29 anos. | Reprodução

O Dia Mundial da Esteatose Hepática, lembrado nesta quinta-feira (11), joga luz sobre uma condição silenciosa que atinge de 30% a 35% da população brasileira. No entanto, um dado recente divulgado pela Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) tem preocupado os consultórios médicos: o crescimento expressivo de diagnósticos da popular "gordura no fígado" em adultos jovens.

O avanço da doença na faixa etária dos 18 aos 29 anos está diretamente conectado à epidemia de obesidade e ao surgimento precoce de disfunções metabólicas, como a resistência à insulina. Especialistas apontam que a rotina moderna impulsiona um desequilíbrio perigoso, onde o consumo de calorias vazias supera em muito o gasto de energia diário.

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Os principais causadores do problema

De acordo com a gastroenterologista Maria Júlia Colossi, mestra em doenças hepáticas pela Unicamp, a rotina baseada em soluções práticas e industrializadas é a grande vilã do órgão:

• Dieta moderna nociva: O consumo desenfreado de alimentos ultraprocessados, carboidratos refinados e gorduras saturadas acelera o armazenamento de lipídios nas células hepáticas.

• Perigo da frutose artificial: Bebidas adoçadas industrialmente, como refrigerantes e sucos de caixinha, trazem altas doses de frutose, um dos maiores impulsionadores do acúmulo de gordura.

• Falta de movimento: O sedentarismo crônico impede que o corpo queime o estoque de energia acumulado, sobrecarregando o sistema metabólico.

O mito do peso ideal

A médica faz um alerta importante: estar no peso considerado ideal ou ter um biotipo magro não é garantia de imunidade contra a esteatose hepática.

Gordura invisível: Adultos jovens magros também podem desenvolver a patologia. Nesses casos, o gatilho costuma estar associado ao acúmulo de gordura visceral (aquela que se aloja profundamente na região abdominal), à perda de massa muscular (sarcopenia), a uma dieta oculta rica em açúcares ou à forte predisposição genética familiar. Modificar os hábitos alimentares e praticar exercícios continuam sendo os remédios preventivos mais eficazes.

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