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SAÚDE

Novo RG: projeto permite incluir diagnóstico de diabetes tipo 1

Aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei prevê a inserção opcional da condição no documento para agilizar socorro médico e assegurar direitos.

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Imagem ilustrativa da notícia Novo RG: projeto permite incluir diagnóstico de diabetes tipo 1 camera Aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei prevê a inserção opcional da condição no documento para agilizar socorro médico e assegurar direitos. | Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza a inclusão opcional do diagnóstico de diabetes tipo 1 na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A proposta, que agora aguarda a sanção presidencial, tem como objetivo principal otimizar a assistência médica emergencial e expandir as garantias legais e assistenciais destinadas aos pacientes que convivem com essa condição autoimune.

O diabetes tipo 1 caracteriza-se pela incapacidade do organismo de produzir o hormônio insulina, demandando dos pacientes um monitoramento diário e rigoroso dos níveis de glicose no sangue, além de aplicações cotidianas da substância. Ao registrar essa informação diretamente na cédula de identidade, assegura-se que equipes de resgate e profissionais de saúde identifiquem a patologia de forma imediata em cenários de acidentes ou de crises agudas de hipoglicemia, reduzindo riscos de complicações e conferindo maior celeridade ao socorro.

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Ampliação de direitos e acesso a insumos

O texto aprovado pelo Legislativo federal estabelece uma série de salvaguardas voltadas à melhoria da qualidade de vida e desburocratização do tratamento no Brasil:

• Facilitação no SUS: O projeto prevê que o fornecimento de medicamentos e insumos essenciais pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — incluindo frascos de insulina, sensores de monitoramento contínuo de glicose e aparelhos glicosímetros — seja concedido sem a necessidade de o paciente passar por uma avaliação biopsicossocial.

• Garantia de aparelhos: Fica assegurado o direito de portar e utilizar dispositivos médicos indispensáveis, como as bombas de infusão de insulina e sensores capilares, tanto em ambientes de trabalho quanto em instituições de ensino.

• Flexibilização de rotina: O texto garante a permissão para que os pacientes realizem pausas programadas voltadas à medição da glicemia, alimentação ou aplicação de doses de insulina durante expedientes profissionais, aulas escolares, exames acadêmicos e a realização de concursos públicos.

Privacidade preservada: A inserção do indicativo de diabetes tipo 1 na Carteira de Identidade Nacional não será obrigatória. A natureza opcional da medida visa respeitar a privacidade e a autonomia de escolha de cada cidadão sobre expor ou não a condição em seu documento de identificação civil.

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