Os bastidores da Copa do Mundo pegaram fogo antes mesmo de a bola rolar para as oitavas de final. A Federação Belga de Futebol (RBFA) disparou duras críticas contra a Fifa após a entidade máxima do futebol anular a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun. O atleta havia recebido cartão vermelho direto no início de julho, mas acabou liberado para o confronto eliminatório. O caso gera polêmica internacional e ganha espaço na cobertura em tempo real de polêmicas e arbitragem na página de esportes do portal.
Reversão inédita de cartão vermelho gera revolta
O centro da discórdia envolve a expulsão de Balogun ocorrida no último dia 1º de julho, durante o duelo entre os Estados Unidos e a Bósnia e Herzegovina. O camisa 9, que já balançou as redes três vezes nesta Copa, cumpria suspensão automática, mas a Fifa surpreendeu o comitê belga ao anular a punição às vésperas do mata-mata, deixando o jogador livre para atuar nesta segunda-feira (6), às 21h (de Brasília).
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Em nota oficial, a RBFA argumentou que a anulação ignora os pilares jurídicos do próprio torneio. Os representantes belgas citaram textualmente o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa e o Artigo 10.5 do Regulamento do Mundial. Ambos os textos determinam expressamente que uma expulsão direta gera o gancho automático para o compromisso seguinte da seleção, sem brechas para revogações imediatas.
Belgas estudam medidas legais
Considerando o ato uma quebra de isonomia em relação aos demais atletas punidos ao longo da competição, a cúpula do futebol da Bélgica informou que não pretende deixar o caso passar em branco. O departamento jurídico da federação europeia ressaltou que avalia "todas as opções possíveis" para contestar formalmente a manobra da Fifa e proteger os direitos esportivos de sua seleção no torneio.
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