Celebrada em grande parte do mundo, a Páscoa é muito mais do que a troca de ovos de chocolate. Sua origem é uma construção fascinante que une ciclos da natureza, libertação histórica e fundamentos religiosos. Para entender como a festividade chegou aos dias atuais, é preciso observar suas três raízes principais.
1. A Raiz Pagã e a Primavera
Antes de ser absorvida por religiões monoteístas, povos do hemisfério norte já celebravam a chegada da primavera. Em inglês (Easter) e alemão (Ostern), o nome deriva de Eostre, a deusa germânica da fertilidade. Símbolos como o coelho e o ovo já eram utilizados nesses rituais ancestrais para representar o "renascimento" da terra após o rigoroso inverno.
2. O Pessach Judaico
A palavra "Páscoa" tem origem no hebraico Pessach, que significa "passagem". Para o povo judeu, a festa celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito, por volta de 1300 a.C. O ritual é marcado pelo Seder, um jantar onde se consome o cordeiro e o pão ázimo (sem fermento), simbolizando a pressa na saída do Egito e a proteção divina aos primogênitos hebreus.
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3. A Ressignificação Cristã
Para o Cristianismo, a Páscoa foca na Ressurreição de Jesus Cristo. A conexão ocorre porque, segundo os Evangelhos, a morte e a volta à vida de Jesus aconteceram justamente durante a celebração do Pessach. Nesta tradição, a "passagem" simboliza a vitória da vida sobre a morte e a salvação espiritual, sendo considerada a festa mais importante do calendário cristão.
Por que a data muda todo ano?
Diferente do Natal, a Páscoa é uma data móvel definida pelo calendário lunar. O critério foi estabelecido no Concílio de Niceia (325 d.C.): a celebração ocorre sempre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que sucede o equinócio (de primavera no norte ou outono no sul). Por esse motivo, o feriado flutua anualmente entre os dias 22 de março e 25 de abril.
Curiosidade: A evolução para o chocolate
Presentear com ovos pintados é um hábito milenar praticado por antigos egípcios e persas. No entanto, o ovo de chocolate só surgiu no século XVIII, na França. Confeiteiros da época decidiram esvaziar ovos de galinha e recheá-los com chocolate, técnica que evoluiu para os ovos inteiramente feitos de cacau que conhecemos hoje.
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