O ano de 2026 mal começou e os entusiastas da astronomia já têm um motivo para olhar para o céu. Neste sábado, dia 3 de janeiro, ocorre a primeira Lua Cheia do ano. Batizada historicamente como Lua do Lobo, ela atinge seu ápice de iluminação, prometendo um espetáculo visual logo no primeiro final de semana de janeiro.
Por que "Lua do Lobo"?
O apelido, que se popularizou globalmente, tem raízes em tradições dos povos nativos do hemisfério norte. Durante o rigoroso inverno boreal, era comum ouvir o uivo dos lobos famintos nos arredores das aldeias. Embora hoje saibamos que os lobos não uivam especificamente para a Lua, o nome permaneceu como um marco cultural para definir a primeira cheia após o solstício de inverno.
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Um mês, duas luas: A raridade da "Lua Azul"
O que torna janeiro de 2026 particularmente especial para os observadores é a frequência lunar. Como a primeira Lua Cheia ocorre logo no dia 3, haverá tempo para que o ciclo lunar se complete e uma segunda Lua Cheia surja no dia 31 de janeiro.
Quando duas luas cheias ocorrem dentro de um mesmo mês, a segunda é tecnicamente chamada de Lua Azul. Portanto, janeiro será um mês de "dobradinha" para quem aprecia o satélite natural da Terra.
Como observar
De acordo com especialistas, a Lua Cheia pode ser vista a olho nu de qualquer ponto do Brasil, desde que as condições meteorológicas permitam e o céu esteja limpo.
• Horário Nobre: O melhor momento para a observação é durante o "nascimento" da Lua, logo após o pôr do sol. Neste momento, ocorre um efeito de perspectiva que faz com que o astro pareça maior e apresente tons mais amarelados ou avermelhados devido à atmosfera terrestre.
• Equipamentos: Não é necessário o uso de telescópios ou binóculos para apreciar a beleza do evento, embora esses instrumentos ajudem a observar detalhes das crateras e planícies lunares.
Para quem pretende registrar o momento com o celular, a recomendação é utilizar o modo noturno e, se possível, um tripé para evitar borrões, já que a luminosidade da Lua pode "estourar" a imagem em sensores automáticos.
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