Uma ideia inspirada em um quadro do programa Fantástico da Rede Globo, ganhou uma versão pedagógica e inovadora dentro da sala de aula da Escola Municipal Maria Conceição Corrêa, em Redenção, no sul do Pará. A iniciativa partiu da professora Eva Patrícia, que desenvolveu com os alunos do 4º ano do turno vespertino um projeto de entrevistas inspirado no quadro “Pode Perguntar?”.
O quadro “Pode Perguntar?”, exibido no Fantástico da TV Globo, é um formato inovador em que 30 pessoas dentro do espectro autista (TEA) conduzem entrevistas diretas, espontâneas e sem filtros com grandes nomes da mídia brasileira.
Mais do que uma atividade escolar, o projeto busca transformar os estudantes em protagonistas do próprio processo de aprendizagem, despertando neles o interesse pela pesquisa, pela comunicação e pela busca pelo conhecimento.
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A proposta foi planejada para proporcionar aos alunos uma experiência significativa de oralidade, escuta, pesquisa, elaboração de perguntas e comunicação, permitindo que eles desenvolvam habilidades importantes para a vida escolar e também para o convívio em sociedade.
Gestores foram os primeiros entrevistados
Para colocar a ideia em prática, os estudantes escolheram como primeiros entrevistados os gestores da escola: o diretor Raimundo Nonato Corrêa e a vice-diretora Ivani Ribeiro.
Com microfones e muita curiosidade, os alunos fizeram perguntas sobre os mais diversos assuntos. Eles tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a trajetória profissional dos gestores, os desafios enfrentados ao longo da carreira, as experiências vivenciadas na educação e também aspectos curiosos de suas histórias pessoais e da rotina escolar.
O primeiro episódio foi realizado no hall de entrada da escola e contou com a presença de servidores e alunos, que acompanharam atentamente o momento.
A atividade chamou atenção não apenas pela criatividade, mas principalmente pela desenvoltura dos estudantes na elaboração das perguntas e na condução da entrevista.
Educação além da sala de aula
Para a professora Eva Patrícia, a proposta representa uma oportunidade de trabalhar diferentes habilidades de maneira integrada, utilizando uma linguagem próxima da realidade dos alunos.
A iniciativa mostra que o processo de ensino e aprendizagem pode ultrapassar os limites tradicionais da sala de aula, criando situações em que os estudantes tenham liberdade para perguntar, ouvir, pesquisar, argumentar e se expressar.
Nesse sentido, o projeto também contribui para fortalecer a confiança dos alunos e despertar o desejo de aprender, mostrando que o conhecimento pode ser construído por meio da curiosidade e da interação com outras pessoas.
O trabalho desenvolvido pela professora demonstra ainda a importância de profissionais da educação que buscam novas estratégias para estimular os estudantes e tornar o ambiente escolar mais participativo, acolhedor e atrativo.
Diretor destaca iniciativa da professora
O diretor Raimundo Nonato Corrêa parabenizou a professora Eva Patrícia pela iniciativa e destacou o potencial do projeto para ser desenvolvido também em outras escolas da rede municipal.
“Eu parabenizo a professora Eva Patrícia pela iniciativa desse projeto inovador de podcast, que já é um sucesso na Escola Maria Conceição Corrêa. Podemos perceber isso pelo nível das perguntas feitas pelos alunos. É uma demonstração de que, quando oferecemos oportunidades, eles mostram capacidade, criatividade e muito interesse em aprender”, destacou o gestor.

Segundo a direção da escola, iniciativas como essa reforçam o compromisso da unidade escolar com uma educação que estimula não apenas o aprendizado dos conteúdos, mas também a autonomia, a criatividade, a comunicação e o protagonismo dos estudantes.
O projeto da professora Eva Patrícia começa, assim, como uma experiência com uma turma do 4º ano, mas já desperta a possibilidade de se transformar em uma ferramenta pedagógica capaz de envolver outros alunos e professores da Escola Maria Conceição Corrêa e, futuramente, de outras unidades da rede municipal.
A experiência mostra que uma pergunta feita por uma criança pode ser muito mais do que uma simples curiosidade: pode ser o primeiro passo para uma descoberta, uma pesquisa e, principalmente, para o desejo de continuar aprendendo.
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