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MARAVERÃO 2026

Marabá entra no 4º final de semana consolidando o turismo local

Com sucesso de público em shows e balneários lotados, autoridades reforçam cuidados com embarcações e atenção redobrada às crianças

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Imagem ilustrativa da notícia Marabá entra no 4º final de semana consolidando o turismo local camera Orla de Marabá, cartão postal desse veraneio no sul e sudeste do Pará | Michel Garcia

A movimentação de veraneio em Marabá no sudeste paraense entrou em sua quarta semana com força total. A movimentação tem sido intensa e a expectativa continua alta por conta da programação do Maraverão 2026, promovida em conjunto com a secretaria municipal de cultura e turismo de Marabá que conseguiram trazer atrações nacionais e locais para as festas de finais de semana na cidade.

O final de semana começou intenso para a população evangélica de Marabá que é grande e atuante no município com a apresentação da cantora gospel Cassiane na sexta-feira (24). No sábado aconteceu um dos shows mais esperados desse veraneio em Marabá, Natanzinho Lima, cantou os principais sucessos do piseiro e do arrocha, vertentes do sertanejo e do forró que tomaram conta do Brasil e que tem presença marcada nas programações das rádios FM 91 e Clube FM em Marabá.

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Segundo a coordenação de segurança do evento, mais de 70 mil pessoas compareceram ao Complexo Poliesportivo e Cultural do Bairro Santa Rosa (Colônia Z-30), local dos eventos, localizado bem na orla da cidade. O último show do Maraverão 2026 será do cantor Pablo que vai acontecer no próximo domingo, dia 2 de agosto.

PRAIA DO TUCUNARÉ

Enquanto isso, a movimentação na praia do Tucunaré tem sido intensa praticamente todos os dias. Por conta das férias escolares, mesmo durante a semana as famílias comparecem à praia, para a felicidade dos barqueiros e dos vendedores ambulantes. “Está sendo muito bom, melhor que o ano passado”, declarou o vendedor de picolés Francisco Ribeiro, que vem da Folha 28, Nova Marabá, para vender seus produtos na praia.

Travessia de rabeta para a Praia do Tucunaré exige uso de colete salva-vidas e limite de passageiros.
📷 Travessia de rabeta para a Praia do Tucunaré exige uso de colete salva-vidas e limite de passageiros. |Michel Garcia

A movimentação dos barqueiros também é comemorada. Para chegar à praia do Tucunaré é preciso atravessar da orla de Marabá até o gigantesco banco de areia formado no meio do rio Tocantins usando rabetas. A travessia é rápida, e o preço por pessoa é de R$ 7 reais.

Para tentar zerar as estatísticas de afogamentos, o 5º Grupamento Bombeiro Militar (GBM) tem intensificado as ações de prevenção. O Tenente-Coronel Marcos Felipe Galúcio de Souza, comandante da unidade, explica que o efetivo é estrategicamente distribuído após testes de proficiência, garantindo que as áreas seguras para o banho estejam bem delimitadas e visíveis para a população. Além disso, a Defesa Civil Estadual reforça o trabalho com a distribuição de pulseiras de identificação para os menores.

A travessia até os balneários, no entanto, exige atenção redobrada antes mesmo de os pés tocarem a areia. Como Marabá não conta com um posto permanente da Capitania dos Portos (órgão da Marinha responsável pela fiscalização aquaviária), a segurança nas embarcações depende muito da postura vigilante do próprio passageiro.

Por conta das férias escolares, mesmo durante a semana as famílias comparecem à praia do Tucunaré
📷 Por conta das férias escolares, mesmo durante a semana as famílias comparecem à praia do Tucunaré |Michel Garcia

O comandante destaca que exigir o colete salva-vidas para todos a bordo é o primeiro passo. O segundo é observar a capacidade do transporte. Uma dica prática é notar o "calado" do barco: se a borda da embarcação estiver muito próxima da linha da água, é sinal de superlotação. Em caso de qualquer intempérie, o risco de naufrágio é altíssimo.

O alerta mais contundente das autoridades vai para as famílias. A combinação de bebida alcoólica e rios é apontada como incompatível com a segurança. O álcool reduz os reflexos e a capacidade de reação rápida, tornando a supervisão de menores ineficaz.

O Coronel Galúcio é categórico sobre a responsabilidade dos responsáveis legais: "O Corpo de Bombeiros está na praia, mas não tem condições de fiscalizar a atividade de banho dos seus filhos. Quem leva criança para o rio está levando a criança para a diversão, não está indo para se divertir. Se vai para beber, deixe a criança em casa".

SALVAMENTO

Por fim, o Corpo de Bombeiros pede que os banhistas colaborem e acatem os alertas dados pelos militares com apitos e sinalizações na areia. O objetivo não é limitar o lazer, mas preservar vidas. Afrontar, desobedecer ou hostilizar o guarda-vidas durante o exercício de sua função nas praias pode configurar crime de desacato à autoridade.

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