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MPF aciona Justiça e exige resposta sobre situação da ponte em Marabá

Ação contra Dnit e União aponta risco de colapso na BR-230 em Marabá e estipula prazo de 30 dias para solução definitiva

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Imagem ilustrativa da notícia MPF aciona Justiça e exige resposta sobre situação da ponte em Marabá camera Sem fiscalização efetiva e barreiras físicas, veículos pesados continuam trafegando pela via, ignorando as restrições de peso. | Reprodução/RBATV

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal, com pedido de liminar urgente, visando compelir o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a União a solucionarem as graves falhas estruturais na ponte sobre o Rio Itacaiúnas, na BR-230, em Marabá.

A medida judicial, movida na última quarta-feira (22), surge após a constatação de que as medidas paliativas adotadas até o momento são ineficazes, colocando em risco a vida de milhares de usuários que dependem da via para a integração regional e interestadual.

O procurador da República Sadi Flores Machado, autor da ação, fundamenta o pedido em laudos técnicos do próprio Dnit que atestam a obsolescência da estrutura frente ao tráfego atual.

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Vistorias diretas do MPF revelaram um cenário alarmante: afundamento da pista além dos níveis previstos, rachaduras extensas no asfalto e fissuras profundas nas estacas de fundação dos pilares. Diante do comprometimento da capacidade de resistência, estudos técnicos indicam que a única solução viável e segura é a demolição completa seguida da reconstrução da ponte.

Omissão e Fiscalização Precária

Atualmente, o Dnit restringe a passagem de veículos com mais de quatro toneladas, que devem utilizar um desvio pela "ponte antiga". Contudo, o MPF aponta que a sinalização está desgastada e que um pórtico de controle de altura, antes instalado para impedir o acesso de carretas, foi removido e nunca substituído.

Fissuras nas estacas de fundação e rachaduras no asfalto evidenciam o comprometimento estrutural da ponte sobre o Rio Itacaiúnas.
📷 Fissuras nas estacas de fundação e rachaduras no asfalto evidenciam o comprometimento estrutural da ponte sobre o Rio Itacaiúnas. |Reprodução/MPF

A falta de fiscalização presencial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) permite que caminhões pesados ignorem as restrições, sobrecarregando a estrutura danificada.

Confira aqui a íntegra da Ação Civil Pública 1005241-93.2026.4.01.3901

Para o Ministério Público, houve uma transferência indevida de responsabilidade, onde o Estado delega ao motorista o ônus de evitar um desastre. A ausência de um plano de trabalho objetivo agrava a insegurança jurídica e física da população.

Prazos e Sanções

O MPF estabeleceu um prazo rigoroso de 30 dias para que o Dnit apresente um cronograma detalhado de demolição e reconstrução. Além disso, exige a instalação imediata de barreiras físicas e monitoramento semanal das rachaduras. À PRF, é solicitada vigilância contínua para barrar o tráfego pesado.

Estudos técnicos indicam que a única solução viável e segura é a demolição completa seguida da reconstrução da ponte.
📷 Estudos técnicos indicam que a única solução viável e segura é a demolição completa seguida da reconstrução da ponte. |Reprodução

Caso a omissão persista, o MPF requer a condenação dos réus ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A demora na resposta estatal não apenas ameaça o fluxo logístico da Transamazônica, mas mantém a coletividade sob o risco iminente de uma tragédia anunciada.

O Dnit ainda não se manifestou sobre a ação peticionada pelo Ministério Público Federal (MPF)

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