A Prefeitura de Marabá, por meio da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), consolidou o Departamento de Proteção à Pessoa Imigrante como a principal referência para o acolhimento de estrangeiros na região. Atuando como um "hub" de integração, o setor não apenas oferece abrigo, mas traça estratégias personalizadas para garantir que migrantes e refugiados alcancem plena autonomia social e financeira.
Sob a coordenação de Rozana Leite, o fluxo de atendimento foi desenhado para ser imediato. Ao chegarem à sede da Seaspac — muitas vezes encaminhados pela Polícia Federal ou identificados em situação de vulnerabilidade nas ruas — os imigrantes passam por uma triagem com psicólogos e assistentes sociais. O primeiro passo é a emissão do protocolo de refúgio, documento essencial para a permanência legal no Brasil.
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Rede Intersetorial: Saúde, Educação e Documentação
A assistência em Marabá funciona de forma integrada entre diversas pastas municipais para facilitar a adaptação, especialmente de famílias com crianças:
• Saúde: Triagem inicial, atualização vacinal e exames preventivos.
• Educação: Parceria com a Escola do Lions para aulas de português no contraturno escolar.
• Assistência: Inclusão no Cadastro Único (Bolsa Família) e acompanhamento nos CRAS e CREAS.
Do Acolhimento à Geração de Renda
O grande diferencial do programa municipal é o foco na emancipação. "Trabalhamos para que o imigrante ganhe capacidade e autonomia. Identificamos a aptidão de cada um para cursos de artesanato e qualificação via Departamento de Emprego e Renda", explica Rozana Leite.

Um exemplo de sucesso é o grupo indígena da etnia Warao, que vive no município há cinco anos. Liderados por Adrian José Pérez Martins, os indígenas mantêm sua cultura viva através da produção de artesanato, comercializado todos os domingos na Feirinha do Pôr do Sol, na orla da cidade. "Queremos agradecer porque aqui as prefeituras e o estado sempre colaboram conosco. Este é o nosso trabalho e a nossa cultura", afirma Adrian.

Resultados Mensuráveis
Os números da Seaspac demonstram a eficácia da metodologia. Atualmente, o município acolhe 29 pessoas (divididas em 6 famílias). No balanço consolidado de 2025, o departamento celebrou 51 desacolhimentos bem-sucedidos, casos em que os imigrantes atingiram 100% de independência financeira.
Mesmo após deixarem os abrigos municipais, as famílias recebem acompanhamento técnico por mais seis meses para garantir que a integração na sociedade local seja definitiva e segura.
Serviço: O Departamento de Imigração funciona na sede da Seaspac, localizada na Agrópolis do Incra (Bairro Amapá). Interessados em apoiar a causa podem adquirir os produtos artesanais semanalmente na exposição da Orla de Marabá.
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